April 22, 2012
A sinceridade compensa

Quem se atenta para os preconceitos e regras que a sociedade impõe? Agora que usamos tão bem a possibilidade de pensar em conjunto, em rede, agora que temos toda a liberdade de expressão, por que não ler essa entrevista se colocando na situação do outro, despidos daquela imagem pronta que a indústria da mídia e do efêmero nos vomita e perceber que uma “celebridade” é uma pessoa comum, vítima de um sistema fora do seu controle e que, ainda assim deseja ser simples para manter a lucidez.

http://revistatpm.uol.com.br/revista/118/paginas-vermelhas/fabio-assuncao.html

March 14, 2012
Quando o modelo de negócio não funciona

http://pme.estadao.com.br/noticias/noticias,aluguel-de-roupas-para-bebes-a-ideia-de-uma-empresa-inovadora-que-deu-errado,1586,0.htm

December 26, 2011

São flexibilidade jurídica mais possibilidade de estabelecer diálogos e canais que criam mercados. Por isso, projetos abertos são o motor da economia digital. O conceito de API é uma das melhores contribuições do mundo digital à economia. É a tecnologia da informação se encontrando com o pensamento econômico e jurídico, que são as bases de um mercado.

October 6, 2011

Após a fase de negação vem o questionamento. A Apple conseguirá? Continuará surpreendendo? A economia depende dessa resposta

October 5, 2011
"O mundo raramente testemunha alguém que teve o impacto profundo que Steve Jobs teve, e os efeitos disso serão sentidos por muitas gerações (Bill Gates em mensagem após a morte de Steve Jobs)"

http://www1.folha.uol.com.br/tec/986304-bill-gates-diz-que-esta-verdadeiramente-entristecido-com-morte-de-jobs.shtml

September 25, 2011
Cintiq, a interface ideal, a pick-up do designer

É um pensamento limitado ligar a Cintiq somente ao designer. A Cintiq é para todos nós, é um brinquedo incrível (e ferramenta). Falta somente uma comunidade voltada para aplicações para ela, com arquitetos e programadores pensando e projetando para tal. A Wacom errou em não pensar num dispositivo universal, em não tentar baratea-lo, em não fomentar essa comunidade (que geralmente evolui para mercado) e a Apple criou o iPad. Tablets são o negócio da Wacom há muitos anos, mas quem soube enxergar o seu potencial foi Steve Jobs. Isso me faz acreditar que o grande dono da idéia é quem se apodera dela com paixão e lhe dá o mundo. Steve Jobs só fez isso na vida. Pegava a idéia alheia por que o dono não merecia domina-la. Por isso considero Mark Zuckerberg um gênio (falhas morais não descaracterizam um gênio, apenas caracterizam um gênio safado). Quem sabe se o Facebook seria o que é hoje, um site que muda a vida das pessoas diariamente, se fosse tocado pelo Eduardo Saverin? 

P.S.: É preciso violar o sacrossanto universo da Apple. Acredita-se que a genialidade e a personalidade que ela conseguiu criar é intocável. Steve Jobs não pensaria assim.

July 16, 2011
"as idéias estão no chão. Você tropeça e acha a solução."

July 16, 2011

O google+ tem me dado umas coceirinhas. Mas não saio da inércia, acho que por pudor. Parece que com medo de tornar-me um prostituto digital. Será que eu tenho que falar por todos os trombones que me entregam?

July 13, 2011
Google+

Depois que alguém apareceu no meu Google+ posso dar a minha opinião. A dinâmica dos círculos é um avanço. Pode ser não muito grande, mas colocou-se essa ação em primeiro plano. E está tudo à mão, como o Hangouts, por exemplo, que é outro avanço, a ponto de ser considerado por alguns viciante (mas vai ser mais que isso, vai ser o que o Wave deveria ter sido, uma ferramenta de trabalho). E tem o avanço vigoroso da rede (espera-se 20 milhões de usuários até o fim da semana). Ninguém pode, portanto, mais falar mais em Wave ou Buzz, ele já ultrapassou esses argumentos. Mas é preciso lembrar que esse crescimento pode não ser seu, mas da sede social que as pessoas têm, nesse momento*. Eu tenho gostado muito de insights qualitativos, para iniciativas digitais, mais que quantitativos. Assim como vi pessoas que considero orkutianas postando fotos da lápide do Orkut (o que me fez confirmar a sua morte), vejo pessoas dizendo: “não tenho estrutura para outra rede”, o que me faz botar a orelha atrás da porta. O Facebook é muito bom. É a primeira genialidade neste mundo em algoritmos sociais. Alguém teria de ser abandonado? Ou não, cabem uma rede do Google e o Facebook? Anticlimax: só o tempo vai dizer mesmo, por que ele manda mais do que nunca na internet, afinal, lá, ele é como o todo poderoso, onipotente, mas também como um adolescente nerd, ejacula precocemente quase que por padrão.

* Tenho pra mim que o Brasil congestionou o envio de convites. Por isso foi paralisado. Os gringos não conhecem nossos padrões, não aprendem que a gente socializa m-e-s-m-o! É farofa distribuida por bits.

July 11, 2011
[extra tópico] A violência, às vezes, está muito perto

São Paulo é uma cidade tranquila tanto quanto pode uma cidade do seu tamanho (tá, Nova Iorque desmente isso). Mas você anda sossegado pelas ruas. Mas às vezes você sente a violência urbana muito perto. A violência do trânsito, dos assaltos, da intolerância. O carro da advogada morta por culpa de um dono de Porche que se acha no direito de acelerar 150km/h, numa rua estreita do Itaim, foi parar num poste onde eu costumava fumar, quando a agência em que eu trabalho ficava nesse bairro. Alguns dias atrás foi o dono da Lorenzetti, atropelado na Av. Sumaré, tentando manter sua paixão pelo ciclismo, mesmo aos 68 anos. Por coincidência passei hoje pela passarela Marcelo Fromer (dos Titãs), na Av. Juscelino Kubitschek, construída depois que ele foi atropelado. São exemplos conhecidos, imagina a quantidade que morre em pontos de ônibus e cruzamentos. A violência urbana mais terrível no Brasil é essa, a do trânsito. E ela nos dá uma pista do porquê de nosso país ter tantos problemas. Um dos maiores estudiosos da nossa cultura, Roberto Da Matta, tem estudado o estilo de vida do brasileiro pelo seu comportamento no trânsito. Ele deu uma entrevista para a revista Trip falando disso (http://migre.me/5emb0). Mas o site da revista Época tem um artigo excepcional da jornalista Eliane Brum, que também diz muito sobre esses acontecimentos. Diz muito sobre nós e nossas dificuldades, é libertador (http://migre.me/5em9W). Vale, no mínimo, por 15 seções de psicanálise. Tem outro texto que faz perguntas muito pertinentes a nós brasileiros, do correspondente do El Pais no Brasil, Juan Arias (http://migre.me/5embp).

Alguns trechos da entrevista do Roberto Da Matta para a revista Trip:

“Para tentar compreender a epidemia de 40 mil mortes no trânsito por ano (o que nos torna o quinto pior país do mundo nesse quesito), o antropólogo foi até as raízes sociais do Brasil. Concluiu:”

  • ”(…) nosso terrível comportamento nas ruas é fruto de uma sociedade que ainda não aprendeu a ser igualitária e a se libertar de seus traços aristocráticos.”
  • ”(…) uma elite que sempre rechaçou o transporte coletivo e que adotou o carro como símbolo de superioridade social.”
  • ”(…) crença irracional em uma proteção divina que compensaria os riscos corridos ao volante.”
  • ”(…) mentalidade hierárquica ainda regida pela lógica do “Você sabe com quem está falando?”, segundo a qual obedecer a lei é sintoma de inferioridade.”
  • “No Brasil obedecer à lei é visto como babaquice, como sintoma de inferioridade”

A partir desses 3 textos podemos concluir que a razão dos problemas do Brasil não são os políticos, somos nós. Desconhecemos tanto o conceito de público, básico para qualquer tentativa de civilização, que agimos como se os políticos fossem extraterrestres que caíram do céu. Não são. Eles saíram de nós.

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